A QUARTA ENQUETE deste mirífico blógue ficou aí, calcificada no espaço, por um bom tempo. Como o olor já era o das cousas mortas, despachemo-la sem grandes cerimônias!
Dois votantes apenas, empate certo entre Billy, o menino de recados da Baker Street, que tanto préstimo trouxe ao Grande Detetive, e Severino, o frade herborista d'O Nome da Rosa. O que só nos faz concluir que o Cid votou nas duas opções!
Olvidados ficaram Aloysius, o ursinho de pelúcia bandeiroso do Sebastian Flyte, de Brideshead Revisited, e o cachorrinho Bendicò, que termina os dias como uma múmia carunchada no Gattopardo do Lampedusa.
terça-feira, março 04, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
All your minds are belong to us!
OBSERVE ATENTAMENTE A imagem abaixo e sinta sua força de vontade e capacidade de raciocínio esvairem-se lentamente -- assim como sua última refeição! Depois de alguns segundos, seu cérebro reformatado será um escravo das potestades ancestrais de R'lyeh!

A imagem foi descaradamente chupinhada do Geekologie, onde lemos que:

A imagem foi descaradamente chupinhada do Geekologie, onde lemos que:
"Anomalous Motion Optical Illusion aka Peripheral Drift Optical Illusion is characterized by anomalous motion that can be observed in peripheral vision. […]Keep in mind that this is a static image. It is not animated in any way. but as your vision moves back and forth the center area seems to be moving toward the center (contracting) and the outer edges seem to be moving away (expanding) from the center. Also worth noting is that if you fixate on a point in the center and don’t move your eyes this anomalous motion will stop."
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Na preferência do povo
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Grandes episódios da História - Batalha de Fontenoy
EM 11 DE MAIO de 1745, no calor da Guerra da Sucessão Austríaca, nos arrabaldes da aldeia belga de Fontenoy, teve lugar uma das mais curiosas refregas das guerras modernas. O regimento de guardas britânico comandado pelo Capitão Charles Hay encontrou-se a cinqüenta passos da Guarda Francesa do Conde de Anterroches e, segundo uma das mais conhecidas versões da história, Hay, após saudar o comandante inimigo, disse: "Senhor, mande seus homens atirarem!" Anterroches, para não parecer menos cortês, rebateu: "Depois de vós, senhores ingleses!"
Resultado: a primeira linha francesa foi prontamente dizimada no disparo que se seguiu!

Então é isso, meninas e meninos! Acaba aqui a lição de cortesia e etiqueta do Labirinto das Letras!
Resultado: a primeira linha francesa foi prontamente dizimada no disparo que se seguiu!
Então é isso, meninas e meninos! Acaba aqui a lição de cortesia e etiqueta do Labirinto das Letras!
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Stupidocratia vincit!
ESTÁ LÁ NO blógue do Assouline: 23% dos jovens britânicos acham que Winston Churchill é um personagem de ficção, assim como outros 48% presumem que Sherlock Holmes tenha realmente existido, e 4% não sabem dizer se gente como Gandhi ou Charles Dickens viveu de fato!
E isso na nação que nos deu São Evelyn Waugh, aquele que execrava a emergência da Era de Hopper e passou emburrado a festa de debutante da filha, quando percebeu que alguns amiguinhos dela tinham optado por deixar em casa as protocolares casacas e aparecer com prosaicos smokings!
O horror, o horror!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Enquete inquietante
MUITO BEM, MENINAS e meninos! A tonitruante terceira enquete do Labirinto encerra seu período de concorridíssimas votações e é chegada, portanto, a epifânica hora do post-mortem (!) da dita-cuja.De maneira um tanto bizarra, houve quem (e juro que não fui eu!) votasse em todas as opções oferecidas -- o que, de certo modo, contraria o princípio fundador das votações, qual seja, o de buscar, pelo ordálio da opinião pública, um vencedor, seja lá de quê. Pois bem, mesmo tal resultado estranho não nos furta de encontrar, pela graça de outros dois votos, os campeões de audiência nas imagens do mundo Antigo, que são...
[* ao fundo, tambores rufam, corvídeos crocitam e locustas fazem cri-cri *]
A neo-gênese promovida por Deucalião e Pirra: como bem sabem nossos doutos leitores, o imaginário helenístico teve também, como o mais célebre confrade judaico-cristão, seu momento de hecatombe universal diluviana. Naquela versão, porém, salvaram-se dois seres humanos -- Deucalião e Pirra, justamente (quiçá julgasse Zeus que os nomes já fossem punição bastante, ora divago!), os quais, para repovoarem o mundo e fugirem da solidão reinante na Terra d'antanho, recorreram ao curioso expediente de lançar pedrinhas para trás, por sobre os ombros. Ora, de cada pedra lançada por Deucalião nasceu um novo homem; e daquelas alijadas por Pirra, nova mulé. Ponto para eles!
A amoreira de Píramo e Tisbe: como deixam de saber muitos adolescentes ego-centrípetos, o casalzinho mais malfadado do cânone ocidental, Montéquios e Capuletos, tiveram um insigne predecessor na figura de Píramo e Tisbe (que figuram no Sonho de uma Noite de Verão, do Guilherme Treme-Lança, chegado ao assunto pelo visto). Desnecessário portanto dizer que os infelizes apaixonados logravam encontrar-se, abrigados do olhar cioso das respectivas famílias, ao pé de uma amoreira que, sabe-se lá porquê, dava então frutos brancos. Certo dia aziago, Tisbe esperava seu amado Píramo quando, qual Tião Gavião das priscas eras, defronta-se-lhe um temível leão esfaimado! A jovem, lesta e expedita, logra escapar aos colmilhos da sanguissedenta besta-fera; porém, na desabalada carreira, deixa cair seu manto, que é prontamente estraçalhado pelo bichano (pelo visto, acérrimo crítico de moda). Não tardarão certamente nossos leitores em advinhar da história o lúgubre desfecho: Píramo chega e, vendo o manto retalhado e manchado pelo pó, nada de Tisbe à vista, desespera-se e acaba por se matar com a própria espada. Corte brusco e entra Tisbe, em plano americano, que empalidece diante do cadáver de Píramo e, ça va sans dire, mata-se também. Desde então, a amoreira, única testemunha do desventurado desenlace, dá frutos cor-de-sangue...
Eis então, emparelhados no pódio, o renascimento da Humanidade e o triste fim do amor que o bicho quase comeu!
E, como as demais opções não deixaram de ficar também com seus votos, examinemos suas credenciais ao almejado posto de liderança:
A ferida de Filoctetes: enquanto os exércitos de toda a Hélade se levantavam para lavar com sangue a desonra de Menelau, o bravo Filoctetes teve a má sorte de passar ao largo de uma serpente da pá virada, que prontamente mordeu-lhe as carnes e infligiu uma dolorosa ferida. Passa o tempo e a ferida, purulenta, passa a cheirar tão mal que os companheiros de viagem não se fazem de rogados: largam o infeliz na ilha de Lemnos, para que se vire sozinho. Como mais tarde um oráculo tivesse profetizado que a guerra dos dez anos só seria vencida com as frechas de Filoctetes (aquelas mesmas que Herácles portava, embebidas no sangue da Hidra de Lerna, como viram aqui nossos fieis leitores), os heróis da Ilíada não tiveram outro recurso senão voltar atrás e pedir ao empestado que lhes cedesse os dardos salvadores. Curioso saber como, no interregno, não morrera Filoctetes de septicemia, choque anafilático ou whatnot...
A patada do Hipocrene: let's cut to the chase -- um belo dia, Pégaso, o cavalo alado nascido do sangue da Medusa, deu uma baita patada que fendeu um rochedo, donde passou a minar uma fonte, doravante batizada Hipocrene ("fonte do cavalo", get it?), a qual, segundo rezava a lenda, fazia nascer a inspiração poética a quem dela bebericasse.
O castigo de Idomeneu: essa os mozartianos conhecem! Idomeneu foi um destemperado rei de Creta que, vendo a própria vida em risco quando a nau em que viajava foi colhida por alentadas tormentas em mar aberto, teve a brilhante idéia de prometer aos deuses que, se salvo, sacrificaria em holocausto o primeiro infeliz que lhe passasse diante dos antolhos (que fdp!). Bom, como todos sabem, os gregos curtiam uma historinha de hubris, que se traduz, em bom português, como life's a bitch and then you die... naturalmente, a primeira pessoa que Idomeneu viu foi seu próprio filho, de modo que o féladamãe não teve recurso senão cumprir o prometido.
A prole de Latona: também straigh to the point. A ninfa Latona foi mais uma das centenas que Zeus engravidou e deixou ao zeus-dará. Não bastasse isso, a ninfa ainda teve de abrigar-se da fúria da patroa de Zeus, Juno, e dar à luz na distante ilha de Ortígia. Bom, a tal prole foi Apolo, o mauricinho poeta do Parnaso, e Diana, a Keith Mahoney (v. este nome) da mitologia grega.
O barbeiro de Midas: além de ser aquele que transformava tudo o que tocasse em oiro, o rei Midas também portava um belo par de orelhas de burro (bem escondidinhas, para não pegar mal com a galera), resultantes de um bad move que foi ter zangado Apolo (o descoladinho plínio que já mencionamos anteriormente). Apesar de o rei esconder de todos seu pequeno defeito físico, não houve jeito de ocultá-lo de seu barbeiro. O barbeiro, doudo que estava para contar a notícia a alguém (e sem poder, provavelmente para garantir a própria vida), cavou um buraco e berrou dentro "o rei Midas tem orelhas de burro!", cobrindo depois tudo com terra. Naquela terra nasceram juncos que, sempre que o vento os baloiçava, soltavam um som estranhamente similar a"o rei Midas tem orelhas de burro!"
O bestialismo de Leda: mais uma do Zeus! Para seduzir a pobre Leda e afogar o ganso, Zeus metamorfoseou-se em cisne (!). Enough said...
O martírio de Mársias: essa é boa para ilustrar mais uma das safadezas daquele mauricinho, o Apolo! Vivia ele, cercado por seu séquito de musas bajuladoras, as Musas (Clio, Euterpe, Melpômene, Terpsícore, Polímnia, Érato, Urânia, Tália e Calíope, para quem não sabia), no topo do Parnaso, só tocando lira, compondo poesias e ouvindo os gritinhos excitados de suas groupies. Um belo dia, o sátiro Mársias (que além de sátiro era burro), exímio tocador de flauta, teve a brilhante idéia de desafiar o plínio, digo, Apolo a um desafio de música, sendo que as Musas (quá! quá! quá!) julgariam o vencedor. É claaaro que Apolo, com sua lira, venceu e, como punição, amarrou Mársias de cabeça para baixo numa árvore e o esfolou vivo. Burro! Aprendeu, sua besta! A Mársias (e não às orelhas de Midas) dedico a singela iluminura que adorna o caput deste post...
É isso aí, minha gente! Até a próxima, com mais uma emocionante enquete do Labirinto!
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Magister dixit
E DEU BORGES no blógue do Pierre Assouline hoje. Interessantíssimo artigo sobre a gênese borgiana da Internet, dos blógues e (Zeus nos livre!) do YouTube! Ademais, as inconseqüências das "atualizações" do mestre portenho. Em suma, vá lá ler!Neste comecinho de janeiro, Borges imiscuiu-se também no blógue do William Gibson -- fiat link! O artigo do Assouline menciona, aliás, a interpolação de um prefácio-conto do Gibson na nova edição norte-americana de "Labyrinths: Selected Stories & Other Writings".
Labirintinamente falando, o mundo dá voltas e meus interesses acabam, cada vez mais, orbitando uns aos outros...
terça-feira, janeiro 15, 2008
O povo quer saber!
SEGUNDA ENQUETE DE 2008 encerrada, sobre o metro preferido para a poesia elegíaca, passemos ao cômputo dos votos! Antes, recordemos que as opções foram: a) dodecassílabo alexandrino; b) redondilha menor; c) sesquipedálico; e d) redondilha maior. Pois bem, dentre um vasto e representativo universo de 1 (um) votante, 1 (um) voto foi para a opção "d" (redondilha maior"), posteriormente identificada como predileção do Cid, manifesta após incidente juvenil, sobre o qual calou o votante, mas que o fez passar de uma redondilha menor para aquela maior. Nesse sentido, aplicando os princípios inquebrantáveis das ciências pitagóricas, temos que, para um universo onde o valor 1 (um) corresponde ao conceito de totalidade (ao qual atribuiremos, ao arbítrio, o valor 100, perfazendo a equação 1=100), um voto corresponde a 100% do universo de votos (se 1=100, então para todo conjunto composto por 1, corresponde o valor 100, quod erat demonstrandum, etc).É isso aí, minha gente! O povo está com a redondilha maior e não abre! Que douta trouvaille! Lembra-me das imorredoiras palavras do grande Oswald:
EpitáfioEu sou redondo, redondo
Redondo, redondo eu sei
Eu sou uma redond’ilha
Das mulheres que beijeiPor falecer do oh! amor
Das mulheres da minh’ilha
Minha caveira rirá ah! ah! ah!
Pensando na redondilha(Oswald de Andrade, Poesias reunidas).
Não percam, logo mais: nova enquete no Labirinto!
sexta-feira, janeiro 11, 2008
"Homo barrocus"
A pergunta que nunca cala, ao ler Eco, só pode ser: "como é que ele consegue????"
terça-feira, janeiro 08, 2008
Real gabinete d'enquetes
Cá entre nós, contudo, o que sobra desse episódio como fator mais interessante é saber who on Earth are those two who answered! Vamos lá, Sargão e Lúculo, revelem-se! Postem cá vossos comentários e expliquem porque se creem habitados por tão insignes almas d'outrora!
E, sem mais delongas, aproveitem para votar na nova enquete!
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Labirinto Awards 2007
1. Música:
Pelas graças da colega Cécile Merle, montei uma bela compilação da nouvelle chanson française que virou trilha sonora quase que diária. Isso posto, virei fã absoluto de artistas como Vincent Delerm, Alexis HK (gênio!), Lhasa de Sela e a turma do La Rue Kétanou. Eventuais leitores (?) poderão conferir a nata desse universo no meu widget da Last.fm aí do lado.
No mais, continuei minha fiel louvação (que já conta com mais de vinte anos) do coolest Englishman alive, Bryan Ferry. Como em anos anteriores, aliás, continuei a tradição de perder, por poucos dias, a chance de ver shows dele pelo mundo a fora (já os perdi em Edimburgo, Moscou, Budapeste, Belgrado, Skopje e Sófia). Em 2007, Ferry acrescentou ao abrilhantado currículo o belíssimo álbum "Dylanesque", acompanhado de DVD com cenas do trabalho em estúdio. Confiram, confiram!
2. Literatura:
Voltei a preencher os claros da minha coleção de Umberto Eco – principalmente com os ensaios, dentre os quais "Entre a Mentira e a Ironia", a "História da Beleza" e aquele sobre traduções, cujo título ora me escapa. Reli também alguns dos romances. Li o último do Houellebecq ("La possibilité d’une île"), que é bem interessante mas poderia render mais (embora deva continuar apreciando o sentimento partilhado de dissolução do mundo ocidental). Reli minhas obras favoritas do William Gibson (a segunda trilogia, dita "the Bridge", que me agrada muitíssimo mais que a do Neuromancer, e o excelente "Pattern Recognition) e deixei o mais recente, "Spooky Country", no pipeline de 2008. Li também as duas mais recentes obras da Amélie Nothomb (a noveleta "Journal d’Hirondelle" e o "novo capítulo" autobiográfico "Ni Eve, ni Adam"), cuja prosa continua uma beleza (ah, inveja!). Reli o "Gattopardo", do Lampedusa; trechos e trechos do seminal "Gog", do Papini e mais uma infinidade de outras cousas diversas.
O mais frustrante foi aquele primeiro do Beigbeder, originalmente intitulado "99 francs" (e posteriormente corrigido pela inflação e troca de moedas), que me pareceu um épater le bourgeois meio colegial. Não obstante, fiquei tentado a ler a nova novela com o personagem cínico, agora à cata de ninfetas russas, e, é claro, ver o futuro filme com o Jean Dujardin.
3. Comes e Bebes:
O top of the pops é, sem dúvida, o pão de mel da Susana.
Aumenta a cada ano o banzo do polpetone do Jardim di Napoli (R. Dr. Martinico Prado, 463 – Higienópolis. Não desencarne sem provar, é o melhor prato que existe em todo o planeta, believe me!).
4. Brinquedinhos:
Meu já ultrapassado iPod "classic" de 80GB virou para mim o que o chapéu era para gente como Marlowe e Sam Spade.
5. Vista:
Amanhecer na Piazza San Marco, em Veneza.
6. Cinema:
Continuando a tradição de só ver filmes bons, o melhor foi "Blood Diamond". Pontos extras para "Hot Fuzz". Agora, cá entre nós, ô anozinho medíocre! Até como reação, decidi montar uma videoteca só de clássicos, onde já entraram "To Catch a Thief", o incontornável "Casablanca" e duas pérolas medievais com o Charlton Heston, "El Cid" e "The War Lord" -- este, um dos mais fantásticos e subestimados filmes da história.
E, mesmo não sendo de 2007, palmas para o sensacional "OSS 117", com o Dujardin, que é uma maravilha! As pequenas ironias (como a cena no fundo do Nilo), a lembrança das glórias daqueles anos politicamente incorretos e detalhes como o backprojection nas cenas de direção são um primor. E tente não morrer de rir quando ele solta a canção "Bambino"!
7. Outros:
Revista Piauí. Já encostando na memória da General, palmas para ela!
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Alvíssaras!!!
E A BOA NOVA vem no finalzinho do ano: a Companhia das Letras anuncia a reedição, muitíssimo bem-vinda, das obras de Jorge Luis Borges! "Ficções" é um dos meus alicerces mentais, um livro absolutamente transfigurador. Prova é que, volta e meia, sonho com ele. Só não comprarei porque a mi me gusta lê-lo no original.


quarta-feira, dezembro 26, 2007
Nova declaração de princípios
E QUEREM SABER de uma coisa? Fica aqui uma resolução pré-Ano Novo para o Labirinto das Letras -- qual seja, este será, doravante, um blógue de costas (epa!) para os fatos correntes! Cansei (epa!) de reclamar da mediocridade vigente e vou dedicar este nefelibático locus amoenus solipsista (epa!) ao que (me) interessa: livros, filmes, causos estrambóticos da história (real e, sobretudo, imaginária), bizarrices e velhuscarias! Afinal, sem personalidade distinta, para que serves, ó dito-cujo?
A ver no que dará...
A ver no que dará...
quarta-feira, outubro 31, 2007
Lasciate ogni speranza...
PRONTO. ESTÁ DECRETADA nossa perdição... Na capa do "Correio Braziliense" de hoje, a sentença: "2014: A Copa que já começou". É dado o sinal verde para todos os descalabros, malversações, engodos, conluios, conchavos, escândalos, abusos, absurdos, desgovernos, patifarias, velhacarias, roubalheiras, esquemas, tramóias, traições, pilferagens, rapinas, desmandos, ineficiências, incompetências, bandidagens, mensalões, golpismos, simonias, nepotismos, corrupções, arrepios da lei, improbidades, vilipêndios, rapacidades, descasos, felonias, vilanias, covardias, esbulhos, dolos, impunidades, injustiças, infâmias e outros atos espúrios.
O brasileiro médio, já tão propenso a comportamento de rebanho, poderá, doravante, ser conduzido sem receio. Pelos próximos sete anos, nada logrará tirá-lo da euforia, do torpor e da cegueira. Se aquela pataquada das sete maravilhas já causou tamanha comoção no ego carente da brava gente, o que não fará essa injeção mastodôntica de ópio em estado bruto?
Sobreviveremos?
O brasileiro médio, já tão propenso a comportamento de rebanho, poderá, doravante, ser conduzido sem receio. Pelos próximos sete anos, nada logrará tirá-lo da euforia, do torpor e da cegueira. Se aquela pataquada das sete maravilhas já causou tamanha comoção no ego carente da brava gente, o que não fará essa injeção mastodôntica de ópio em estado bruto?
Sobreviveremos?
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