Mostrando postagens com marcador Alfarrábios.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alfarrábios.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, dezembro 28, 2010

With Borges (an excerpt)

"FOR BORGES, THE core of reality lay in books; reading books, writing books, talking about books. In a visceral way, he was conscious of continuing a dialogue begun thousands of years before and which he believed would never end. Books restored the past. 'In time,' he said to me, 'every poem becomes an elegy.' He had no patience with faddish literary theories and blamed French literature in particular for concentrating not on books but on schools and côteries. Adolfo Bioy Casares once told me that Borges was the only men he knew who, concerning literature, 'never gave in to convention, custom or laziness'. He was a haphazard reader who felt content, at times, with plot summaries and articles in encyclopaedias, and who confessed that, even though he had never finished Finnegans Wake, he happily lectured on Joyce's linguistic monument. He never felt obliged to read a book down to the last page. His library (which like that of every other reader was also his autobiography) reflected his belief in chance and the rules of anarchy. 'I am a pleasure-seeking reader: I've never allowed my sense of duty to have a hand in such a personal matter as that of buying books.'"
__________
MANGUEL, Alberto. 'With Borges'. London, Telegram, 2006. p. 31-32.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Almanacco Perpetuo di Rutilio Benincasa Cosentino

Parte I dell' Almanacco Perpetuo (Venezia, 1754).

Tratatto VII. d'Istorie, e Curiosità.
Discorso di molte cose curiose successe di tempo in tempo nel Mondo, cap. IV.
(...)
Seguono altre cose notabili. cap. V. (p. 304)

(...)
1498. In Milano si viddero tre Soli, e di notte molti Uomini a Cavallo scorrer per l'aria, e anco molte statue andare attorno, e combatter ìnsieme, e una donna partorì due creature maschio, e femmina attaccate insieme, ch'avean 4. gambe e 4. braccia ciascun' d'essi. In Germania nacque un fanciullo con due teste, quattro mani, e 6. orecchie, e una donna essendo stata dieci anni con il marito diventò uomo.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Torna Eco

MUITO APRAZ A ESTE cronista registrar que, na semana passada, veio à lume o sexto romance do "più noto" semiólogo italiano, Umberto Eco! Intitulado "Il Cimitero di Praga", o livro narra as peripécias de um falsário de documentos na segunda metade do século XIX, bem como o surgimento dos famigerados "Protocolos dos Sábios de Sião".

segunda-feira, maio 17, 2010

Mme. Nothomb et moi

O LEITOR IDEAL DESTE blógue (que não sou eu, já que nem mesmo reconheço o que escrevi aqui nos tempos da sopa primordial) recordar-se-á que escrevi sobre Amélie Nothomb aqui, aqui, aqui e aqui. Muito bem! Eis que, afinal, encontrei a autora em carne e osso, na sexta-feira, 14 de maio, por ocasião de uma sessão de autógrafos organizada pela Libreria Fanucci, em Roma (convenientemente localizada a uns 100 metros da repartição -- aliás, soube do evento ao ver um pôster com a foto da Amélie, passando em frente, de dentro do carro...).

Muito simpática, Amélie Nothomb ouviu de mim que sou, mui provavelmente, um de seus mais fiéis leitores na Terra de Santa Cruz, o que comprovei mostrando a ela a biografia escrita por Laureline Amanieux (muito boa, segundo a biografada), que comprei em Bruxelas, em 2007, e os três últimos livros, que levei para ela autografar (na verdade, levei quatro, mas fiquei com vergonha de abusar da paciência dos demais leitores que aguardavam a vez!).

terça-feira, setembro 08, 2009

Amélie Nothomb em terreno cartografado

ABERTA A "RENTRÉE" literária francófona, havemos, comme il fault, novo romance da escritora belga Amélie Nothomb. Intitulado "Le voyage d'hiver", o livro traz muitos dos topos tradicionais da escritora, e mais alguns que vêm se desenvolvendo nos últimos trabalhos. Estão lá os distúrbios alimentares, a "potomania", a insanidade criativa, a escatologia e o solilóquio dos criminosos (nesse caso, o adjetivo permanece em potência).

De forma geral, o livro é mais curioso, mas menos original que o antecessor, "Le fait du prince". Eu, de maneira geral, ainda acho o trabalho auto(cripto)biográfico da autora muitíssimo mais interessante que os romances puros. Mas, de todo modo, o uso da linguagem, as imagens e o poder da escrita permanecem afiadíssimos, certamente a causa do permanente sucesso da escritora a cada novo ano.

Amélie Nothomb. Le voyage d'hiver. Albin-Michel, agosto de 2009. 130 p.

Post-scriptum: agora, o que eu adorei mesmo foi a foto de capa, do prestigiado Studio Harcourt, coisa finíssima!

sexta-feira, junho 19, 2009

Borges, Calvino, Gaiman e et coetera

HÁ MUITO PLANEJO retomar, com exclusividade, as raízes literárias deste engodo, o Labirinto das Letras. Depois de muito olhar o pó se acumulando por aqui, vamos, pelo menos, recensear o que está acontecendo nesse campo.

Aqui entre as sete colinas, tenho achado muito em que dispender o soldo que me cabe, já que temos a maravilhosa livrariazinha especializada em cinema aqui do lado, mais a francesa, a espanhola e outras tantas a stone's throw away... Assim, os livros vão se acumulando, mais ou menos, mas sem muita motivação para ler o que há de novo.

Completei minha coleção do Houellebcq com o Plateforme, que faltava, e que achei muito bom. O meu preferido dele ainda é o último, o da ilha (que, quem diria, virou música da primeira dama gálica!). De cinema, juntei, mas ainda não li, um making of de 2001, do Kubrick, e um apanhado de artigos dos Cahiers sobre a Nouvelle Vague. A ver. Acabei, depois de muitos anos, o primeiro volume do Histoire de ma vie, do Chevalier de Saingalt (que saudades do bom amigo Gilberto, que me chamava assim...) e já embarquei no segundo. Aliás, estive na Sereníssima, a trabalho (aham), dia desses, o que sempre inspira essa leitura.

Mais recentemente, porém, voltei à fonte principal, Borges, e aproveitei para conhecer mais do Ítalo Calvino, já que são duas paixões que se alimentam. E, de um a outro, reacendeu a vontade de ler coisas do Gaiman, que também não esconde o gosto pela dupla (aliás, estive folheando a esmo o Sandman Companion, do Hy Bender, ontem, e dei de cara com a alusão ao Calvino no conto do Marco Polo -- ah, olha a mãozinha da Sereníssima aí de novo! E, também, vejam só, reli o Morte e Veneza, na edição dos Perpétuos... de fato, o mundo é uma aldeia, ou, pelo menos, os núcleos concêntricos das novelas da Globo...)

Com isso, criei coragem e encomendei da Amazon os quatro volumes do Absolute Sandman. Ai, minha nossa senhora do saldo bancário! Nonetheless, certas paixões clamavam por a rekindled flame.

Tem ainda o interessantíssimo livro que o Cid mandou, sobre a Taprobana, e uma vontade que está coçando, alhures, de achar coisas sobre os albores da literatura ibérica, a ver o que tem na livraria espanhola, do outro lado da piazza.

É isso por enquanto. Isso aqui vai ficando mais hermético, solipsista e inútil. Mas, who cares?

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Magister dixit

E DEU BORGES no blógue do Pierre Assouline hoje. Interessantíssimo artigo sobre a gênese borgiana da Internet, dos blógues e (Zeus nos livre!) do YouTube! Ademais, as inconseqüências das "atualizações" do mestre portenho. Em suma, vá lá ler!

Neste comecinho de janeiro, Borges imiscuiu-se também no blógue do William Gibson -- fiat link! O artigo do Assouline menciona, aliás, a interpolação de um prefácio-conto do Gibson na nova edição norte-americana de "Labyrinths: Selected Stories & Other Writings".

Labirintinamente falando, o mundo dá voltas e meus interesses acabam, cada vez mais, orbitando uns aos outros...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

"Homo barrocus"

UMA DAS GRANDES satisfações da vida é, sem dúvida, ler Umberto Eco. Recentemente, como já escrevi no post do ano findo, comecei a releitura dos absurdamente geniais romances do Grande Semiólogo, o que me trouxe, há pouco, à Ilha do Dia Anterior (L'Isola del Giorno Prima). Ah, que coisa ímpar é esse livro! É deveras fascinante ver como a prosa de Eco se desenrola numa multiplicidade de planos, e como todos eles ilustram e cativam o leitor. Não meramente o enredo é arrebatador, passado em três tempos distintos (o do narrador aparentemente coevo; o do protagonista, digamos, "presente", preso numa nau abandonada; e o do bildungsroman do dito protagonista, o fidalgo Roberto de la Grieve), mas há também uma multiplicidade de topos narrativos absolutamente ricos: como bem coloca o tradutor, a narrativa de de la Grieve é "escrita em barroco"! E tomo lá cultismos, jogos de oposição, luz e sombra, conceptismos e toda a orgia da escritura do século XVII. Isso quando não nos deparamos com o vernáculo e ortografia "quinhentistas" do clérigo astrônomo!

A pergunta que nunca cala, ao ler Eco, só pode ser: "como é que ele consegue????"

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Alvíssaras!!!

E A BOA NOVA vem no finalzinho do ano: a Companhia das Letras anuncia a reedição, muitíssimo bem-vinda, das obras de Jorge Luis Borges! "Ficções" é um dos meus alicerces mentais, um livro absolutamente transfigurador. Prova é que, volta e meia, sonho com ele. Só não comprarei porque a mi me gusta lê-lo no original.